fotografia cusquenha, com Chambi e Nishiyama

Na viagem pelo Peru o que me deixou muito triste foi não ter podido visitar mais museus e mais sítios históricos… Visitei os principais, mas em Cusco perdi o bilhete turístico que compramos por um valor até alto, mas que dava acesso à mais de 10 atrações históricas da cidade. Neste dia chorei, porque queria ver muito mais coisas… A história do Império Inca me fascinou ao ponto de querer estudar profundamente a história do período. Conheci um rapaz que trabalhava num simpático bar que me ofereceu um livro maravilhoso (a segunda edição de 2007, novíssimo) que terminei comprando pela sua qualidade de impressão e pertinência histórica fascinante: Cusco y El Valle Sagrado de Los Incas – dos irmãos pesquisadores Fernando e Edgar Salazar. Estou lendo e cada vez mais espantada em como tanto poder pôde deixar de existir após a invasão dos espanhóis naquela região. Vide pesquisa dos irmãos sobre a localização escolhida do Vale Sagrado que fala que os incas sabiam que lá era o espelho da Via Láctea e que por isso determinaram a construção do Vale exatamente ali, naquele espaço. Impressionante!!

Eulogio Nishiyama

Em Cusco fui em alguns museus, mas o que me chamou realmente a atenção foi o Museu de Arte Popular. Um deleite do imaginário!! Lá dentro funciona a Fototeca de Cusco Antiga. Criada em 1968 por iniciativa do cineasta e fotógrafo migrante japonês Eulogio Nishiyama – que protagonizou momentos áureos da fotografia e do cinema principalmente indigenista em Cusco – conta com mais de 70 fotos ampliadas que traçam aspectos históricos de 1800 a 1950 mais ou menos realizadas por fotógrafos como Vidal Gonzalez, Manuel Figueroa Aznar e a maioria do ícone Martin Chambi.

Martin nasceu na cidade de Puno, no Peru, em 1891 e em 1920 se instalou em Cusco. Fotografou até os anos 50 e morreu em 1973. A história do Peru é vista pelos olhos de Chambi de maneira muito íntima e emotiva.

Esta foto aí abaixo encontrei no portifólio do site dele. Logo depois a minha foto que fiz do lugar hoje em dia…
Quando cheguei em Machu Pichu não acreditava no que via… Todo mundo que fotografa lá tem a mesma sensação. Nunca conseguiremos descrever em foto o que vemos. É algo inacreditável, tão grandioso que não cabe numa fotografia… Mesmo que a câmera tivesse uma lente 360 graus!! É algo que toma conta pelo fato de sabermos que aquilo tudo foi construído a milhares de metros acima do mar, há séculos atrás, com uma precisão, inteligência, perfeição e persistência impossíveis de serem assimiladas hoje em dia por nós que vivemos neste rítmo e calendário acelerados, não respeitando mais e nem seguindo o regime natural das coisas…

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