música e fotografia… nostalgia

Outro dia falando sobre o meu trabalho do Cores dos Vultos para o Portal Imprensa, uma das questões me chamou muito a atenção. Aparentemente sem muita pretensão, mas que me fez pensar muito… O repórter, Eduardo Neco, instiga: se Cores dos Vultos tivesse uma trilha sonora, qual seria?

Sempre quis por uma trilha sonora no meu site. Até porque escutava músicas que me motivavam ao trabalho trabalhoso de fazer o site – aliás, escuto música para tudo… E tenho uma relação com música de vidas passadas, sei lá… Fui denominada Luciana por causa de um festival de música da época… Enfim…
Pois é. Escutei muito o cd Fragmentos – Modernas Tradições, de Naná Vasconcelos. Especificamente a música “Vento chamando Vento”. Essa seria a trilha para o site. Claro! Percussão!! Mas ele ficou sem música… Não sabia como pedir autorização ao Naná para usar e ficou sem. E isso pra mim ficou no ar, pensando na pergunta do jornalista.
E me lembrou o quanto a música e a fotografia tem uma relação muito forte e intrínseca. Na época dos encontros gostosos e literalmente saborosos do Projeto Photogourmet – recordam das projeções na parede nas casas de amigos e outros lugares afins, que se iniciaram na vila da Cangatara, em Pinheiros, São Paulo com os fotógrafos expondo seu trabalho numa apresentação sempre bela e fazendo o prato da noite? Bons tempos com Giselle Rocha, Stefan Schmeling e Fernanda Curi, que idealizaram e puseram na prática este projeto assessorados por todos os amigos possíveis e impossíveis para fazer uma noite inesquecível aos olhos, aos ouvidos, ao nariz e a boca. E por que não ao tato também? E como deu certo este projeto… Saudades demais!
Mas uma das projeções que mais me fez entrar num “vamos revolucionar os sentidos” foi a de Iatã Cannabrava. Claro que pelo trabalho sim, óbvio! Mas também pela escolha maravilhosa da trilha e menu para compor o trabalho a ser mostrado. Aí pensei: é isso mesmo, com a música a fotografia entra mais no sagrado – aquele sagrado lá que tanta gente já me viu falar que não aguenta mais ouvir… É o nosso primitivo da melhor forma!!
Resolvi buscar músicas que pudessem se relacionar a fotos… E pensar em fotos sendo apresentadas com música. Estou pesquisando um cara que conheci há pouco tempo – aquelas minhas coisas às vezes, enquanto o povo vem com o bolo pronto eu ainda estou indo com o fubá…
O Jaco Pastorius que me impressionou! E muita coisa produzida sobre ele. Morreu jovem, depois de uma surra que levou numa briga que ele nem teve culpa. Talentosíssimo baixista. Boa trilha pra fotografia…
Pedi até a um amigo, Sérgio Cassiano – visitem o site e ouçam as músicas – ex-ainda-integrante do Mestre Ambrósio para fazer a trilha. Topou, mas a correria das coisas da vida fez ele voltar para Recife e a idéia se perdeu. Ainda aceito voluntários percussionistas para o trabalho de trilha do Cores…
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8 respostas para música e fotografia… nostalgia

  1. Amanda Salim disse:

    Oi Lu, o blog tá lindo, amei! Vou visitar toda semana para ver se você está postando mesmo…hihihihiE Pedrinho, e o maridão, estão bem?Mande um beijo pra eles!E apareça aqui na redação. Sentimos sua falta.Beijos, querida.Amanda

  2. Anonymous disse:

    Já que o papo é trilha e contrabaixo, sugiro que você ouça também Charlie Mingus e Nico Assumpção, para citar apenas dois. A lista é enorme…

  3. Anonymous disse:

    Gosto tanto dele que acabei meio íntimo… O nome correto é Charles Mingus. Dá uma escutada no disco Pithecanthropus Erectus. Ah… Mais uma coisa: percussão é massa, mas com contrabaixo fica bem melhor. Pão com manteiga, saca?

  4. anderson disse:

    Bem-vinda minha pernambucana preferida!beijo grande,anderson

  5. André Feltes disse:

    Que bom que tu voltou guria!Já estava com saudades do blog.Bj.Feltes

  6. Rachel disse:

    Que exercício gostoso imaginar uma trilha sonora para suas fotos, Lu. Minha interpretação do seu Cores dos Vultos teve a voz da Edith Piaf cantando “Milord”. Parabéns por todas as suas iniciativas maravilhosas. Estamos com saudades de você e da família!beijosRachel (do Alan e da Olívia)

  7. um dia quis ser contrabaixista mas não deu certo. sempre persegui os contrabaixistas e terminei casando com um (brincadeira). Pensa na possibilidade de uma trilha com contrabaixo, o timbre é lindo e diferente. Vc pode usar ora contrabaixo eletrico, ora acustico, dependendo do clima da foto. Carla

  8. Adriana Paiva disse:

    Oi, Luciana,Também não concebo meus dias sem música. Trilhas sonoras crio e tenho para quase tudo. O ânimo com que amanheço os dias também costuma ser “co-autor” de meus sets musicais. Ou, ao contrário, uma trilha que escolho a esmo em estado macambúzio leva meu astral às alturas. Falando em percussão (que também aprecio) e em música para baloiçar ânimos, houve dias em que Barbatuques e Afro Celt Sound System cumpriram bem esse propósito ;-)Em tempo: registro meus votos de “boas vindas de volta” também por aqui.Abraços,Adriana

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