daguerreótipo de recife e o brasil relembrado

Ser colecionador não é fácil, né gente?? Pesquisa, busca, descobre, ganha uma dinheirama, perde uma dinheirama, às vezes… Trabalha, garimpa, enfim… É um mundo ainda desconhecido para a maioria dos fotógrafos. Bom para a fotografia, bom para os fotógrafos saberem a respeito deste meio. A SP Arte mesmo deu uma boa resposta a este quesito: em meio a “crise”, a feira de galerias de arte foi um sucesso!! E as fotografias imperando neste boom!!

Ganhei um livro há alguns poucos meses do qual ainda não tinha comentado por ainda não tê-lo visto direito… Hoje o fiz. “Brasil Relembrado: os fotógrafos do império”, de 2006 por Bia e Pedro Corrêa do Lago. Como a própria matéria de 2008 da Veja Rio intitula: “Casados no papel”. Ele, filho de diplomatas e colecionador; ela filha do escritor Rubem Fonseca e pesquisadora. Casados, montaram a Editora Capivara após caros projetos de livros igualmente caros. Este que ganhei teve patrocínio da Bolsa de Mercadorias e Futuros. Um compêndio maravilhoso de ver! Mas leiam matéria que foi publicada na Veja Rio. Polêmica e boa para discussões aqui no blog… E segundo a própria revista: “juntos, polêmicas à parte, fazem alguns dos melhores livros publicados recentemente sobre a arte brasileira no século XIX”. Opiniões seriam bem recebidas aqui sobre este assunto…

Neste “Brasil Relembrado”, fotos de Victor Frond, Augusto Stahl, Revert Henry Clumb, Benjamin Mulock, Georges Leuzinger, Militão A. de Azevedo, Christiano Jr., Alberto Henschel, Albert Frisch, Augusto Riedel, Richard Dietze, Marc Ferrez, Guilherme Gaensly e Juan Gutierrez…

Logo no início, o livro conta sobre o daguerreotipista americano Charles D. Frederiks, que aos 20 anos se tornou fotógrafo itinerante na América do Sul, de 1843 a 1851 e que foi responsável por cinco das oito preservadas e conhecidas imagens de paisagens brasileiras da época, estas realizadas sabem onde?? Pois é… Em Recife!!! (As outras três foram feitas no Rio de Janeiro, pelo então abade Louis Compte) .

Bairrismo à parte, as maravilhosas imagens pertenciam a Mr. Youle, comerciante inglês em Recife, cujos descendentes venderam a documentação em 1986. Hoje são conservadas na coleção Museu Getty na Califórnia.

Abaixo, daguerreótipo da Ponte da Boa Vista, no Centro de Recife, Pernambuco, em 1851, por Charles D. Frederiks. E mais abaixo ainda, foto feita por mim, em 1996, de cima do prédio dos Correios da mesma Ponte da Boa Vista. Pulei muito carnaval no Galo da Madrugada aí…

Anúncios
Esse post foi publicado em Bia e Pedro Corrêa do Lago, brasil relembrado: os fotógrafos do império, Charles D. Frederiks, editora capivara, museu getty, pernambuco, ponte da boa vista, recife. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s